terça-feira, 29 de setembro de 2015

Violência é rotina em escola onde aluno entrou armado, diz coordenador


'Sofro ameaças por combater o crime na escola', diz coordenador. 
Na quinta-feira (25), aluno foi flagrado com uma arma em escola da capital.



                           O coordenador pedagógico, Genildo Silva Macedo, do Instituto de Educação Lourenço Filho, em Rio Branco, já registrou ao menos três boletins de ocorrência por ameaça de morte, segundo ele, por tentar combater a criminalidade dentro do colégio. Segundo Macedo, tráfico de drogas, porte ilegal de armas e agressões são constantes na instituição. Na quinta-feira (25), um aluno levou uma arma para fazer um "acerto de contas" com um colega e acabou sendo apreendido pela polícia.
"Isso é comum não só na nossa escola, mas em todas da rede estadual de ensino. A violência está sem controle, nós temos várias ocorrências. Sofro ameaças de morte por combater o tráfico e a violência entre grupos dentro da escola. A gente só tem que agradecer a Deus pela proteção, porque trabalhamos a mercê dessa violência. A escola não é mais a mesma, a família não é mais a mesma, vivemos uma crise de valores morais. O que podemos fazer para tentar resolver essa situação é tentando conscientizar, através da educação", diz coordenador. 
                         Ele relata ainda que os arrombamentos à instituição são constantes. Segundo ele, somente este ano, já foram registrados três casos. Na madrugada da última segunda-feira (22), cinco jovens armados invadiram o local e roubaram computadores, tablets  e aparelhos de DVD. Macedo conta que a escola não descarta a participação de alunos no crime, já que os suspeitos sabiam onde os equipamentos estavam guardados e tinham informações sobre as câmeras de segurança.
"Assim que os jovens entraram na escola, desligaram o sistema de segurança para o alarme não disparar e arrombaram a porta da sala onde as coisas estavam guardadas. Não conseguimos identificar os sujeitos, mas não descartamos a participação de alunos. É muito triste, porque eles são os maiores prejudicados", relata Macedo.
Macedo culpa o poder público pela insegurança na escola. "O governo abandonou a educação, tanto a parte física como de recursos humanos. Eles fazem o que querem e é por isso que a educação tem piorado. Esse material roubado era para o uso na sala de aula, agora com o roubo, os professores vão ter que voltar ao ensino tradicional. Então, o prejuízo maior é para a escola", desabafa.
"Assim que os jovens entraram na escola, desligaram o sistema de segurança para o alarme não disparar e arrombaram a porta da sala onde as coisas estavam guardadas. Não conseguimos identificar os sujeitos, mas não descartamos a participação de alunos. É muito triste, porque eles são os maiores prejudicados", relata Macedo.
Macedo culpa o poder público pela insegurança na escola. "O governo abandonou a educação, tanto a parte física como de recursos humanos. Eles fazem o que querem e é por isso que a educação tem piorado. Esse material roubado era para o uso na sala de aula, agora com o roubo, os professores vão ter que voltar ao ensino tradicional. Então, o prejuízo maior é para a escola", desabafa
Entenda o caso
Um aluno de 17 anos foi flagrado com um revólver dentro do Instituto de Educação Lourenço Filho, em Rio Branco
, na última quinta-feira (25). De acordo com o coordenador pedagógico da escola, Genildo Silva Macedo, ao ser descoberto, o jovem teria ameaçado ele. Segundo Macedo, o aluno entrou armado na escola com a intenção de atirar contra outro estudante, motivado por ciúmes da namorada.  O jovem foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) para prestar esclarecimentos e foi liberado em seguida.



Comentário:

O coordenador não tem suporte no geral (governo, família , comunidade) tendo ele que ficar na linha de frente a vários problemas Ex. uso de drogas , porte ilegal de armas, agressões físicas e verbais.
A falta de segurança pública deixa a escola a mercê e pondo em risco a vida do coordenador e alunos com várias ameaças. Porém os danos maiores não foram os bens materiais roubados ou quebrados e sim a falta deles e de toda estrutura pedagógica que afetará o futuro de cada um.


Grupo: 9

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