terça-feira, 29 de setembro de 2015

"Professora agredida supera trauma e vira exemplo na alfabetização de crianças."

Professora agredida supera trauma e vira exemplo na alfabetização de crianças

Angela Chagas / Terra
Uma simples reprimenda a uma aluna que fazia bagunça nos corredores da Escola Estadual Bahia, em Porto Alegre (RS), transformou Glaucia Teresinha da Silva num símbolo da violência contra professores em 2009. Uma aluna, na época com 15 anos, pegou a educadora pelos cabelos e a jogou no chão. Glaucia sofreu traumatismo craniano, ficou duas semanas hospitalizada e teve todo o lado esquerdo paralisado. Foram longas sessões com fisioterapeutas, neurologistas e psicólogos até recuperar os movimentos e ter coragem de sair de casa.
Seis meses depois de virar notícia em todo o País por conta da agressão, Glaucia resolveu dar a volta por cima e retomar as atividades. Contrariou os pais e o irmão – que queriam que largasse o magistério – e se tornou exemplo na alfabetização de crianças no Rio Grande do Sul. Ela deixou a Escola Bahia e passou a se dedicar apenas à turma do primeiro ano em outra escola pública da capital. "Fiquei seis meses fora e meus alunos não se adaptaram com os outros professores. Quando voltei, era fim do ano e eles não estavam alfabetizados. Então precisei pensar em algo diferente para mudar essa situação".
A professora então criou um projeto de alfabetização que envolvia a proteção do ambiente. Chamou os pais para ajudar e cada criança criou um livro contando suas histórias ligadas ao “mundo sustentável". No final do ano, foi feita uma sessão de autógrafos na escola. Todos estavam alfabetizados. "Em dois meses eles aprenderam a ler e escrever", conta ela orgulhosa, ao afirmar que o apoio das crianças ajudou a enfrentar a situação difícil. "Eles acompanharam tudo o que aconteceu comigo e até hoje (os alunos estão no quinto ano na escola) me protegem". O sucesso da iniciativa foi levada adiante e Glaucia passou a dar palestras em encontros de professores em todo o Estado.
No entanto, a professora alegre e apaixonada pela profissão que recebeu o Terra em uma das salas coloridas da Carlos Rodrigues da Silva não conseguiu esquecer aquele dia triste de março de 2009. "Por mais que a agressão tenha acontecido há alguns anos, ainda me sinto incomodada. Se vejo uma pessoa parecida com ela (agressora) na rua, tenho medo. A gente nunca esquece", afirma. Glaucia ainda recebe acompanhamento psicológico e faz exames neurológicos de seis em seis meses, já que desde a lesão sofre fortes dores de cabeça.
Glaucia conta que nos primeiros meses após o retorno o pai e o irmão se revezavam para busca-la na escola. "Eles ficaram muito preocupados. Para a minha família era muito risco voltar a dar aulas. Foi uma luta dizer que eu queria voltar, que eu não queria abandonar a minha profissão", conta a educadora de 29 anos e que dá aulas desde os 17, quando terminou o magistério. Para quem pensa em desistir do sonho de educar, ela deixa um recado: Existe uma série de fatores que colaboram com a violência, como a desestruturação das famílias, e o professor não recebe nenhum suporte. Mas não podemos desistir dos nossos sonhos por causa de algo ruim".Professora agredida supera trauma e vira exemplo na alfabetização de crianças
Comentário
Infelizmente o cenário da Professora Glaucia Teresinha tornou-se frequente nas escolas, inclusive é visível o quão as instituições não estão preparadas para lidar com os conflitos da atual geração. Porém entendemos que existe a necessidade de que as leis saiam dos papeis e revigorem na prática de forma punitiva a esses alunos, pois desta forma ambas partes entenderiam seus deveres e assim seus direitos. Um professor não compõe uma escola, ele a complementa, por isso a escola como um todo; auxiliares, secretaria e direção deve esforçar-se para atuar rigidamente em cima de punições a quem as merece, demonstrando que existem regras e sanções a quem não a acata. O caso de Professora denota uma história de superação, da qual poucos profissionais conseguiram escrever, tornar um trauma uma superação exige tempo, vontade, força e amor a profissão. Sendo assim consideramos ela uma fonte de inspiração para darmos andamentos ao nosso trabalho, no entanto de forma preventiva a violência.
#Grupo 2
Aiva Neres dos Santos                    RA 1522257
Barbara Nascimento Lopes             RA 1523513
Cirlene Figueredo Dutra                  RA 1520641
Edinice Fernandes dos Santos        RA 1523850
Lilian Graciela de S, de Carvalho    RA 1523854
Paloma Ramos de Abreu                 RA 1523961


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